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educação corporativa - resíduos...

Educação Corporativa - Resíduos...

Quando conhecemos ou convivemos com alguém cujo comportamento é agradável e, segundo as regras estabelecidas ou mesmo para aquelas que possuem bastante conhecimento atestado por títulos universitários, é senso comum dizermos que esta pessoa é uma pessoa educada.

 

Esta afirmativa nos leva a primeira reflexão:

Para afirmarmos que alguém é educado a visão que temos de ser humano é de possibilidade de chegarmos a um fim. No entanto, quando entendemos que o ser humano é um ser em construção, inacabado, olhamos a educação como processo contínuo, portanto não existe um ser humano educado e sim um ser humano em contínuo processo de aprendizagem.

As organizações ao trazerem para suas áreas de desenvolvimento o termo educação tem presente que fazer uma grade de cursos estanques, sem ligação ou melhor, sem um projeto de desenvolvimento, não estão fazendo educação. Educar tem caráter permanente e visa o desenvolvimento de colaboradores em todos os aspectos, ou seja, atendendo os quatro pilares traçados pela UNESCO – O saber Conhecer, O saber Fazer, O saber Ser e o Saber Conviver.  Com estes saberes contemplados em seus projetos educativos as organizações colocam em prática a visão de Freire sobre o significado do aprender: “Quando aprendemos nos descobrimos enquanto seres de inúmeras potencialidades e talentos, nos aceitamos como seres únicos e livres para em seguida nos relacionarmos com o outro e com o mundo.”

O século XXI necessita de lideres organizacionais que valorizem a liberdade do pensar e de ser diferente para combatermos a intolerância que chegou a este século.  A dupla liderança e educação estão associadas mesmo que venha com outros rótulos ou abordagens, uma vez que o líder “coach” nada mais é do que o líder que educa, que ajuda o outro a se descobrir e desenvolver suas competências técnicas e morais.

A educação corporativa ao ter uma visão sistêmica valoriza o conhecimento integrado, inclui a autonomia no processo de aprendizagem, desenhando programas em que o colaborador traga seu conhecimento tácito, sua criatividade e a sua intuição.

Há dois anos atrás um cliente solicitou à e-saberes um workshop para um grupo de engenheiros sobre a importância da educação corporativa.  Minha escolha como foco da nossa discussão e construção foi um poema de Carlos Drummond de Andrade - Resíduo.  No primeiro verso Drummond escreve: “De tudo ficou um pouco...”

Quando trabalhamos com educação corporativa nossa crença deve ser a mesma de Drummond: “Sempre fica um pouco!” Não podemos querer que seja tudo de uma única vez, pois a educação que transforma necessita ser digerida, praticada para alargar o olhar até o mesmo se tornar plural. Mas imaginar que uma pessoa não aprende nada é contrariar o poeta, afinal sempre fica um pouco de café no fundo da xícara...

 

Por: Maria Zeli Stelmack Rodrigues